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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

E o Oscar vai para... As divas vintage do tapete vermelho!

Neste domingo rolou o mais esperado tapete vermelho: o do Oscar!
E sinceramente... não me surpreendeu tanto. Gostei bem meis dos looks dos Golden Globes, mas mesmo assim apareceram looks maravilhosos.
Como você provavelmente já viu todos eles, meu papel será mostrar o que há de vintage nessas divas.



Arrisco dizer que tivemos muitos modelos inspirados na maravilhosa Anita Ekberg, que faleceu ano passado. Vestidos super glam e sexy, muito usados pelas estrelas de Hollywood nos anos 40 e 50, a era dos romances incluindo Kim Novak, Ingrid Bergman, Marilyn Monroe e, claro, Anita Ekberg.












Muitos homens arriscaram nos ternos coloridos ou não pretos, o que eu acho ótimo, mas diferente dos ternos engraçados do Grammy. São ternos e smokings super elegantes e de bom gosto.








Um modelo que voltou a aparecer foram os vestidos princesa super volumosos que eu também gosto bastante e acho que combinam com a ocasião.





Não tem como não falar da enorme quantidade de vestidos vermelhos 80's que apareceram. O que eu acho bem bonito, mas jamais escolheria essa cor para aparecer na TV. A cor fica chapada e não conseguimos ver os detalhes, além de se misturar com a cor do tapete.





E claro que sempre temos os vestidos inspirados nos anos 20 com aplicações e texturas, mas que apareceram com muitos decotes ou cortes nas pernas, ficando com um estilo mais moderno.






Esses foram os principais para mim. Claro que tem várias outras tendências como os vestidos brancos e "ombrinho caído", mas o post já tá gigante.

Meus preferidos foram os Glam Sexy por gostar desse estilo diva hollywoodiana, mas confesso que não tenho nenhum preferido.

Lembrando que essa é a minha mera interpretação e opinião sobre os looks, pode conter vários erros de referência.

Bye, Oldies!



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Porque elas são bem mais que um vestido! Polêmica do Academy Awards

Como eu já disse aqui antes, o Academy Awards e até mesmo Hollywood sempre tiveram uma postura preconceituosa e principalmente machista.
Percebi que as matérias com esse tema têm aparecido muito este ano e resolvi falar sobre isso também. 
Afinal, poucos sabem, mas existem muito menos mulheres na Academia e nos filmes em geral. Além disso, elas ganham menos, aparecem menos, tem menos falas e há menos mulheres protagonistas do que homens.
Alguns podem achar isso natural pela bagagem histórica e tal, mas o que importa é que isso tem sido discutido e esse é o primeiro passo para que haja alguma mudança.



Preciso esclarecer aqui que não é só porque gosto de coisas antigas que concordo com posturas e comportamentos antiquados. (Isso deveria ser óbvio, mas vai que algum louco acha isso)



Andei lendo matérias como essa aqui  e essa aqui (e tem várias outras) e vou dizer o que eu acho de tudo isso. Elas basicamente falam que os vestidos não são importantes e sim o trabalho das atrizes. Também afirmam que devíamos parar de comentar se gostamos ou não dos looks e tudo mais. 

Preciso dizer que discordo em partes. Claro que elas estão lá pelo trabalho, afinal é por isso que assistimos aos filmes e nos apaixonamos por eles. Mas desde sempre essas cerimônias foram mais do que um evento de cinema, são também um evento de moda. Como valorizo a moda, acho esses eventos super importantes para as marcas, tendências e até mesmo para nos inspirarmos. Todos querem ver o que vai aparecer de novidade ou se aquela atriz que você adora vai estar maravilhosa. E isso só acontece porque você gosta da atriz. Se você gosta dela, só pode ser por seu trabalho! 



Por isso que até concordo com a campanha criada pela maravilhosa Amy Poehler #AskHerMore. As mulheres não devem ser questionadas apenas por suas roupas, maquiagens e acessórios, elas tem muito o que contar sobre seus trabalhos e experiências, mas  ainda não acho que isso deve acontecer durante o tapete vermelho. 
Os atores dão inúmeras entrevistas, vão a vários talk shows, justamente para responder tudo sobre o filme, por isso acho que o tapete vermelho não seja o momento para essas perguntas.

Claro que respeito as atrizes que não querem responder sobre seus looks ou rotinas de beleza, mas não acho que seja o caso de acabar com o tapete vermelho. Também discordo das pessoas que pegam pesado nos comentários e ofendem as atrizes, mas acho que todos tem o direito de dar sua opinião, sempre com respeito.



Então por favor, respeitem as escolhas das atrizes mas não acabem com o tapete vermelho!
Acho muito mais importante lutar para que elas apareçam mais como protagonistas, diretoras, produtoras e para que ganhem o mesmo que os homens. Os números são realmente impressionantes e falta sim representatividade no Oscar. Acho que o caminho é valorizar o trabalho da mulheres no cinema e ainda assim admirar a moda presente na indústria cinematográfica.

Coloquei alguns infográficos pra vocês verem em número essa desigualdade no Oscar e em Hollywood. (clique na imagem para ver maior)

Bye, oldies!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação (com um pouco de spoilers)

E os indicados ao Oscar de Melhor Filme estão de parabéns!
Mesmo não gostando tanto assim de alguns filmes, a maioria trata de assuntos super relevantes e importantes a serem discutidos. Vários filmes tratam sobre diversos tipos de preconceito, o que eu acho sensacional, já que a Academia costumava ter uma postura preconceituosa em relação aos negros, homossexuais e mulheres.




O último que assisti foi "O Jogo da Imitação". Gente, o cara praticamente inventou o computador. Não tem como dizer que isso não é importante. Além disso acho super válido discutir a responsabilidade de Turing e seus parceiros durante a guerra. Nesse filme aparece o preconceito com Alan, que é homossexual, e Joan, a única mulher do grupo (que nem pode ser oficialmente do grupo por ser mulher).

Eles são contratados para decifrar o código que os nazistas usavam para se comunicar, e conseguiram.
Confesso que fiquei bem impressionada com a história que eu não conhecia muito bem.
Claro que nos filmes tudo fica mais emocionante e romantizado, mas o que mais me impressionou foi a responsabilidade e o poder que aquele grupo tinha e como conseguiram aquilo sem encostar um dedo em alguém (diretamente).
Já imaginou se você tivesse o poder de acabar com a guerra mas não poder fazer nada porque isso poderia piorar tudo?
Admiro muito o trabalho desses matemáticos e acredito que fizeram a coisa certa.

E não poderia deixar de falar do comportamento de Turing e como isso influenciou a história toda. Se ele não tivesse seguido o conselho de Joan, as coisas poderiam ter seguido outro caminho. Ela o ensina a fazer as pessoas gostarem dele, senão nunca acreditariam nele e talvez a máquina não tivesse sido inventada naquele momento. Mostrando aí que inteligência não é tudo. Viajando um pouco, fico imaginando quantas coisas não deixaram de ser inventadas por seus criadores terem esse comportamento. Aliás, muitas pessoas geniais tendem a ser reservadas e anti sociais (mas talvez isso seja muita viagem).



E pra finalizar, o que há de vintage?
É época da Segunda Guerra, portanto anos 40, mas em uma área não muito afetada.
Alguns cenários são exatamente os lugares em que tudo aconteceu. Acho isso muito mágico e podemos ver que está tudo muito bem preservado (parabéns, ingleses!).
O cenário que mais gostei foi o do "bar" onde eles vão para tomar uma cerveja e dançar um bom lindy hop ou algo parecido (ainda vou falar muito disso por aqui). É um lugar que tem um clima perfeito de anos 40.




As roupas também são bem legais, principalmente dos homens, mas o que mais gostei mesmo foram os cabelos. Alan usa o cabelo de lado como o verdadeiro usava, mas às vezes um pouco bagunçado. Joan também usa o cabelo um pouco desarrumado mas com aquelas ondas super marcadas da época. Lindos demais!



Poderia escrever mais milhares de caracteres aqui porque realmente gostei do filme e me emocionei com a história. Uma época muito decisiva e importante para a história mundial. Espero que ganhem alguns prêmios porque merecem muito.

Bye, oldies!