Mostrando postagens com marcador figurino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador figurino. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Projeto Vintage & Retrô - Retrolovers



E o tema do Projeto Vintage & Retrô desse mês é Retrolovers!
Escolhi 3 casais de diferentes estilos e idades de 3 filmes que eu adoro: 500 dias com ela, Moonrise Kingdom e Moulin Rouge.


O primeiro casal é desses que foi bom enquanto durou. A maravilhosa Summer e o fofíssimo Tom do filme 500 dias com ela.
A atriz Zooey Deschanel tem naturalmente um look inspirado no vintage e nesse filme não é diferente. O figurino inclui calças e saias de cintura alta, vestidos estilo 50's e acessórios vintage pro cabelo.
O personagem de Joseph Gordon-Levitt abusa dos cardigans, coletes e gravatas sempre em tons terrosos, o que também lembra o estilo vintage.
Enfim, um casal que a gente adora, mas já sabia que ia acabar.




O segundo é um casal versão kids que estão descobrindo o que é gostar de alguém. Quem nunca teve um amor desses em que só pensava em fugir com a pessoa?
Eles são lindinhos juntos e como estão dentro de um filmes de Wes Anderson, tem referências vintage também. São Sam e Suzy do Moonrise Kingdom.
Não tem como não amar o look desses dois. Suzy com seus vestidos de gola Peter Pan e Sam com seu clássico uniforme de escoteiro. Detalhe das malas e sapatos. Coisa mais linda!






O último é o casal dramático de Moulin Rouge, Satine e Christian, no melhor estilo cabaré (que nem preciso dizer que é maravilhoso). Com direito a cinta liga, espartilhos, cartolas e uma infinidade de figurinos lindos.
O famoso dilema de duas pessoas que se amam mas não podem ficar juntas.
Além de ser um bom drama, adoro musicais, então sempre canto junto quando assisto. É muito amor!





E vocês? Qual casal vintage te inspira?

Feliz dia dos namorados!


Bye, Oldies!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Incrível História de Adaline - Filme lindo, história bonitinha


Assisti A Incrível História de Adaline e tenho muitas coisas pra falar pra vocês.
Como eu já esperava, tem muitas referências de várias décadas, sendo que ela nasceu em 1908. É uma viagem deliciosa no século XX, com foco maior nas décadas de 1930 e 1960.

Adaline sofre um acidente aos 27 anos e por motivos de descargas elétricas, átomos e explicações científicas, ela para de envelhecer. É inevitável comparar com O Curioso Caso de Benjamim Button, os dois apresentam a relação entre idade e aparência, mas no caso de Adaline há uma constante fuga e seu segredo é compartilhado apenas com sua filha.

Fiquei o filme todo super envolvida com a história e me colocando no lugar da personagem. Como eu faria pra aproveitar todas as décadas? Eu contaria meu segredo pra alguém? Eu tentaria me matar? E o filme acaba não explorando tanto essas questões, o que me decepcionou um pouco.

Ainda assim, a história é muito bem elaborada e emociona o espectador do início ao fim (eu até chorei!).


Sobre a maravilhosa Adaline



Muito bem interpretada pela linda Blake Lively que garante o glamour e o mistério da personagem o tempo todo. Ela fala várias línguas e tem muito conhecimento sobre tudo, mas achei que faltou um pouco os trejeitos e manias de uma pessoa mais velha.


Sobre as cenas de outras décadas


Nas cenas da década de 1930 os cabelos são maravilhosos, os carros, as roupas, é tudo lindo!
Olha esse cabelo do casamento! Os chapéus fofíssimos! Não me aguento. Preciso de uma máquina do tempo AGORA.


A aparência da década de 1960 se dá principalmente pelo estilo da Adaline. O clássico olho delineado, o cabelo levemente armado com franja e as roupas bem neutras com algumas pontuações de cores e estampas. É muito charme e elegância! Preciso aprender com ela.


Além disso, o filme todo tem cenários bem vintage como a biblioteca, baile de ano novo, casas. Todos os lugares, mesmo sendo nos tempos atuais, tem elementos e cores que remetem a um clima antigo. 
(Olha o Harrison Ford ali arrasando como pai do Ellis, o bonitão do filme.)

Resumindo...
É tudo lindo e maravilhoso do jeito que a gente gosta, mas o foco principal é a história de amor (meio óbvia e previsível) de Adaline e se ela revelará seu segredo. Na minha opinião, vale a pena assistir sim porque é uma gracinha, mas não espere ver o filme mais incrível de todos os tempos, é só um romance. (Preciso ser sincera com vocês né!)

Me contem aqui o que acharam do filme!

Bye, Oldies!

quarta-feira, 4 de março de 2015

Me inspira - Mês das Mulheres - Coco Chanel



Começou março, o mês das mulheres, e durante esse mês vou falar sobre algumas mulheres inspiradoras que foram super importantes nessa luta dos direitos iguais e da mudança da imagem da mulher ao longo do tempo. Sei que tem muita mulher importante nesse quesito, mas vou falar sobre as que eu mais gosto que também tem relação com o estilo vintage. 

A inspiração de hoje é a maravilhosa e elegante Coco Chanel.
É por causa dela que hoje você mulher tem pelo menos um par de calças no armário.









Chanel nasceu na França e foi uma mulher super forte desde criança. Sua mãe faleceu quando ela tinha 12 anos e seu pai colocou ela e a irmã no orfanato.
Em 1907 fazia apresentações no La Rotonde em Moulins onde cantava a canção Qui qu'a vu Coco dans l'Trocadéro, e daí surgiu o apelido Coco.
Nessa época ela conheceu muitos homens ricos e acabou tendo uma vida amorosa super complicada.
Por volta de 1909, Chanel abriu sua primeira loja de chapéus
Nos anos 10, ela começou a fazer suas roupas e pouco tempo depois já estava vestindo grandes atrizes de Hollywood. 












Por que ela foi importante?

- Eu considero o fato dela ter inventado as calças femininas super significativo! Também criou o Little Black Dress, vestidos mais curtos e chapéus mais simples, sem penas e enfeites. Afinal, as mulheres devem ter o direito de se vestir como quiserem e como se sentirem mais confortáveis. Na época, as mulheres eram muito mal vistas se não usassem vestidos e espartilhos e Chanel ajudou a mudar isso.
- Ela é a única estilista na lista das cem pessoas mais importantes do século XX na Revista Time.
- Teve uma infância super difícil, foi para um orfanato, perdeu o amor da sua vida, viveu em uma época super difícil para as mulheres que trabalhavam, teve que fechar sua boutique durante a guerra, mas nunca desistiu e virou um ícone.
- Foi uma mulher forte que soube crescer com o que tinha e seu sucesso se deve principalmente à sua determinação.

Enfim, ela revolucionou o conceito de moda, fez com que as mulheres fossem livres para se vestir e ainda criou um dos melhores perfumes que existem (Chanel nº5). Ela é incrível!




Para saber mais da história dela veja esses vídeos maravilhosos no site oficial e assistam o filme Coco Antes de Chanel que também é sensacional!




E só lembrando que dia 8 de março vai haver uma sessão de perguntas e respostas com a Emma Watson sobre igualdade de gêneros. Mais informações aqui.

Bye, oldies!


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação (com um pouco de spoilers)

E os indicados ao Oscar de Melhor Filme estão de parabéns!
Mesmo não gostando tanto assim de alguns filmes, a maioria trata de assuntos super relevantes e importantes a serem discutidos. Vários filmes tratam sobre diversos tipos de preconceito, o que eu acho sensacional, já que a Academia costumava ter uma postura preconceituosa em relação aos negros, homossexuais e mulheres.




O último que assisti foi "O Jogo da Imitação". Gente, o cara praticamente inventou o computador. Não tem como dizer que isso não é importante. Além disso acho super válido discutir a responsabilidade de Turing e seus parceiros durante a guerra. Nesse filme aparece o preconceito com Alan, que é homossexual, e Joan, a única mulher do grupo (que nem pode ser oficialmente do grupo por ser mulher).

Eles são contratados para decifrar o código que os nazistas usavam para se comunicar, e conseguiram.
Confesso que fiquei bem impressionada com a história que eu não conhecia muito bem.
Claro que nos filmes tudo fica mais emocionante e romantizado, mas o que mais me impressionou foi a responsabilidade e o poder que aquele grupo tinha e como conseguiram aquilo sem encostar um dedo em alguém (diretamente).
Já imaginou se você tivesse o poder de acabar com a guerra mas não poder fazer nada porque isso poderia piorar tudo?
Admiro muito o trabalho desses matemáticos e acredito que fizeram a coisa certa.

E não poderia deixar de falar do comportamento de Turing e como isso influenciou a história toda. Se ele não tivesse seguido o conselho de Joan, as coisas poderiam ter seguido outro caminho. Ela o ensina a fazer as pessoas gostarem dele, senão nunca acreditariam nele e talvez a máquina não tivesse sido inventada naquele momento. Mostrando aí que inteligência não é tudo. Viajando um pouco, fico imaginando quantas coisas não deixaram de ser inventadas por seus criadores terem esse comportamento. Aliás, muitas pessoas geniais tendem a ser reservadas e anti sociais (mas talvez isso seja muita viagem).



E pra finalizar, o que há de vintage?
É época da Segunda Guerra, portanto anos 40, mas em uma área não muito afetada.
Alguns cenários são exatamente os lugares em que tudo aconteceu. Acho isso muito mágico e podemos ver que está tudo muito bem preservado (parabéns, ingleses!).
O cenário que mais gostei foi o do "bar" onde eles vão para tomar uma cerveja e dançar um bom lindy hop ou algo parecido (ainda vou falar muito disso por aqui). É um lugar que tem um clima perfeito de anos 40.




As roupas também são bem legais, principalmente dos homens, mas o que mais gostei mesmo foram os cabelos. Alan usa o cabelo de lado como o verdadeiro usava, mas às vezes um pouco bagunçado. Joan também usa o cabelo um pouco desarrumado mas com aquelas ondas super marcadas da época. Lindos demais!



Poderia escrever mais milhares de caracteres aqui porque realmente gostei do filme e me emocionei com a história. Uma época muito decisiva e importante para a história mundial. Espero que ganhem alguns prêmios porque merecem muito.

Bye, oldies!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Os Caminhos da Floresta - Cuidado com o que deseja

Esse post eu fiz originalmente para o portal Be Style e como o filme trata de contos de fadas, podemos falar dele por aqui.
O link original é este aqui

Com humor ácido e final surpreendente, Caminhos da Floresta é para todos os públicos

Do diretor de musicais como Chicago e Nine e produzido pela Disney, Caminhos da Floresta é uma adaptação do musical homônimo da Broadway.
O filme é uma grande mistura de histórias clássicas como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel e João e o Pé de Feijão. Interligando essas histórias está o casal que não consegue ter filhos e a bruxa que pode desfazer o feitiço.


A história se apresenta divertidíssima até certo ponto com nuances de um humor ácido que se leva um certo tempo para acostumar.
A trama principal do casal sem filhos não é apresentada logo no ínicio, então demoramos para identificá-la, deixando uma impressão de que as outras histórias não são bem desenvolvidas.
Depois do “felizes para sempre”, o roteiro me surpreendeu muito levando a história para um lado mais realista de toda aquela confusão do feitiço. Acontecem coisas atípicas de contos de fadas e os personagens que ficaram sozinhos se unem formando uma nova família, muito comum nos dias atuais. O final tem um tom reflexivo focando muito na frase "Cuidado com os desejos que você faz", fazendo um contraponto com a música inicial em que todos dizem o que desejam.
As canções fluem com naturalidade sempre acrescentando argumento à história, mas não há nenhuma que você vai querer baixar para escutar todos os dias. São músicas bem repetitivas típicas de musicais.
A floresta, muito bem construída esteticamente, é quase um personagem no filme, pois é onde todos se encontram e é o lugar mágico onde tudo acontece.


Captura de Tela 2015-01-26 às 14.30.28.png


O destaque vai para a interpretação de Meryl Streep que, na minha opinião, se torna mais fraca do meio para o final final do filme. A atriz está indicada para o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. A aparição de Johnny Depp como o lobo mau também é muito marcante, mas muito rápida.



Uma cena que também merece atenção é o duelo dos príncipes que se comportam com rockstars medievais.


O filme pode ser considerado para todos os públicos e não apenas para os amantes de musicais e o público infantil. Tem cenas que arrancam boas risadas e um final para refletir sobre o clássico felizes para sempre.

No Oscar, o filme também está concorrendo Melhor Design de Produção e Melhor Figurino.

Diretor: Rob Marshall
Produtores: Rob Marshall, John DeLuca, Marc Platt, Callum McDougall
Roteiro de: James Lapine
Baseado na peça musical de: Stephen Sondheim e James Lapine
Estreia: 29 de janeiro de 2015.

Além de tudo isso que escrevi para o Be Style, vale comentar os figurinos (que está concorrendo ao Oscar) e cenários.



Não tem como não se apaixonar por esses vestidos e penteados de princesa medievais. Um pouco estranho a Cinderela não ser loira de vestido azul e sapatinho de cristal, mas mesmo assim o figurino é lindo. Até mesmo as roupas do padeiro, sua esposa e de João, que são personagens mais pobres, são maravilhosos e cheios de detalhes. Super merecida a indicação.
E os príncipes que são quase rockstars dos anos 80 com esses cortes de cabelo e essas jaquetas. Com certeza vai rolar muita fantasia de halloween imitando esses figurinos.








Outro figurino que eu também adorei foi o da Chapeuzinho Vermelho. Um look um pouco diferente do que conhecemos com a capa vermelha repaginada e o vestido azul.

Mas definitivamente o preferido é o da bruxa quando vira diva!
Meryl Streep com esse cabelo azul lindo e esse vestido arrasador. Não tem como não gostar.



O filme estreou está em cartaz e super vale a pena assistir no cinema pelos efeitos e pelo som.
Então, cuidado com o que deseja!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Grande Hotel Budapeste e o tanto que gosto de Wes Anderson

O filme conta as aventuras de Gustave H, um lendário concierge do famoso hotel Budapeste, no período entre as duas guerras mundiais. 
Gustave herda um valioso quadro da Madame D., antiga hóspede do hotel, o que desagrada os filhos da Madame.
A trama mostra as confusões causadas por Gustave e Zero Moustafa, o Lobby Boy, por esconderem o quadro.
O que mais me surpreendeu nesse filme foi a violência satirizada. Coisas absurdas acontecem, como de costume nos filmes do diretor, mas neste há o elemento violência bem mais presente, o que dá um tom bem mais satírico ao filme. Confesso que no começo do filme fiquei um pouco horrorizada, mas logo comecei a rir.



Vamos ao que tem de vintage no filme!
Eu particularmente adoro os filmes do Wes Anderson principalmente pela estética vintage mas muito particular do diretor.
Os cenários e figurinos são muito bem elaborados e representam bem a estética da época com o a identidade visual inconfundível de Wes Anderson. 
É um diretor que eu admiro muito por fazer a relação perfeita entre a história, estética e interpretação dos atores.
Mesmo em um filme super marcado pela década de 30, o filme possui um estética única.
Eu estudei cinema e a estética é algo que eu valorizo demais em um filme. Para mim, você tem que olhar um frame e poder identificar a qual filme ele pertence. E na minha opinião, Anderson é o diretor da atualidade que tem a identidade visual mais forte e bem desenvolvida.
Sua identidade se dá pelas presença de muitas cores, variando entre tons mais saturados e tons pastéis; seus famosos quadros simétricos; e claro, os maravilhosos figurinos de época.



O que mais gosto de O Grande Hotel Budapeste é definitivamente a estética do universo de Agatha, a menina dos doces da Mendl's. Os tons pastéis de rosa e azul são lindos e suas roupas e cabelo perfeitos para a personagem. A parte externa do hotel também tem os mesmos tons de azul e rosa, dando uma aparência delicada à fachada, muito diferente do interior que carrega tons de vermelho (o que claramente tem a ver com o tanto de sangue que rola no filme).




Enfim, recomendo a todos assistir toda a filmografia de Wes Anderson porque as histórias são divertidíssimas e sempre com essa estética maravilhosa e impecável.
Quando o descobri, cheguei a assistir todos os filmes dele em duas semanas de tão maravilhada que fiquei.