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segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Incrível História de Adaline - Filme lindo, história bonitinha


Assisti A Incrível História de Adaline e tenho muitas coisas pra falar pra vocês.
Como eu já esperava, tem muitas referências de várias décadas, sendo que ela nasceu em 1908. É uma viagem deliciosa no século XX, com foco maior nas décadas de 1930 e 1960.

Adaline sofre um acidente aos 27 anos e por motivos de descargas elétricas, átomos e explicações científicas, ela para de envelhecer. É inevitável comparar com O Curioso Caso de Benjamim Button, os dois apresentam a relação entre idade e aparência, mas no caso de Adaline há uma constante fuga e seu segredo é compartilhado apenas com sua filha.

Fiquei o filme todo super envolvida com a história e me colocando no lugar da personagem. Como eu faria pra aproveitar todas as décadas? Eu contaria meu segredo pra alguém? Eu tentaria me matar? E o filme acaba não explorando tanto essas questões, o que me decepcionou um pouco.

Ainda assim, a história é muito bem elaborada e emociona o espectador do início ao fim (eu até chorei!).


Sobre a maravilhosa Adaline



Muito bem interpretada pela linda Blake Lively que garante o glamour e o mistério da personagem o tempo todo. Ela fala várias línguas e tem muito conhecimento sobre tudo, mas achei que faltou um pouco os trejeitos e manias de uma pessoa mais velha.


Sobre as cenas de outras décadas


Nas cenas da década de 1930 os cabelos são maravilhosos, os carros, as roupas, é tudo lindo!
Olha esse cabelo do casamento! Os chapéus fofíssimos! Não me aguento. Preciso de uma máquina do tempo AGORA.


A aparência da década de 1960 se dá principalmente pelo estilo da Adaline. O clássico olho delineado, o cabelo levemente armado com franja e as roupas bem neutras com algumas pontuações de cores e estampas. É muito charme e elegância! Preciso aprender com ela.


Além disso, o filme todo tem cenários bem vintage como a biblioteca, baile de ano novo, casas. Todos os lugares, mesmo sendo nos tempos atuais, tem elementos e cores que remetem a um clima antigo. 
(Olha o Harrison Ford ali arrasando como pai do Ellis, o bonitão do filme.)

Resumindo...
É tudo lindo e maravilhoso do jeito que a gente gosta, mas o foco principal é a história de amor (meio óbvia e previsível) de Adaline e se ela revelará seu segredo. Na minha opinião, vale a pena assistir sim porque é uma gracinha, mas não espere ver o filme mais incrível de todos os tempos, é só um romance. (Preciso ser sincera com vocês né!)

Me contem aqui o que acharam do filme!

Bye, Oldies!

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Vídeo: Por que fotografar com filme?

Vídeo novo no ar! Hoje vou contar pra vocês por que ainda vale a pena fotografar com filme.

Sim, sabe aqueles rolinhos de filme que tinha que mandar revelar e a gente ficava na ansiedade pra ver as fotos?
Então, vocês já viram por aqui que eu adoro fotografia analógica e no vídeo vou explicar porque você também deve aderir a esse movimento!



Espero que tenham gostado e conta pra gente se deu vontade de fotografar com filme como nos velhos tempos!

Para ver mais posts sobre fotografia, clique aqui.

Bye, oldies!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Jogo da Imitação (com um pouco de spoilers)

E os indicados ao Oscar de Melhor Filme estão de parabéns!
Mesmo não gostando tanto assim de alguns filmes, a maioria trata de assuntos super relevantes e importantes a serem discutidos. Vários filmes tratam sobre diversos tipos de preconceito, o que eu acho sensacional, já que a Academia costumava ter uma postura preconceituosa em relação aos negros, homossexuais e mulheres.




O último que assisti foi "O Jogo da Imitação". Gente, o cara praticamente inventou o computador. Não tem como dizer que isso não é importante. Além disso acho super válido discutir a responsabilidade de Turing e seus parceiros durante a guerra. Nesse filme aparece o preconceito com Alan, que é homossexual, e Joan, a única mulher do grupo (que nem pode ser oficialmente do grupo por ser mulher).

Eles são contratados para decifrar o código que os nazistas usavam para se comunicar, e conseguiram.
Confesso que fiquei bem impressionada com a história que eu não conhecia muito bem.
Claro que nos filmes tudo fica mais emocionante e romantizado, mas o que mais me impressionou foi a responsabilidade e o poder que aquele grupo tinha e como conseguiram aquilo sem encostar um dedo em alguém (diretamente).
Já imaginou se você tivesse o poder de acabar com a guerra mas não poder fazer nada porque isso poderia piorar tudo?
Admiro muito o trabalho desses matemáticos e acredito que fizeram a coisa certa.

E não poderia deixar de falar do comportamento de Turing e como isso influenciou a história toda. Se ele não tivesse seguido o conselho de Joan, as coisas poderiam ter seguido outro caminho. Ela o ensina a fazer as pessoas gostarem dele, senão nunca acreditariam nele e talvez a máquina não tivesse sido inventada naquele momento. Mostrando aí que inteligência não é tudo. Viajando um pouco, fico imaginando quantas coisas não deixaram de ser inventadas por seus criadores terem esse comportamento. Aliás, muitas pessoas geniais tendem a ser reservadas e anti sociais (mas talvez isso seja muita viagem).



E pra finalizar, o que há de vintage?
É época da Segunda Guerra, portanto anos 40, mas em uma área não muito afetada.
Alguns cenários são exatamente os lugares em que tudo aconteceu. Acho isso muito mágico e podemos ver que está tudo muito bem preservado (parabéns, ingleses!).
O cenário que mais gostei foi o do "bar" onde eles vão para tomar uma cerveja e dançar um bom lindy hop ou algo parecido (ainda vou falar muito disso por aqui). É um lugar que tem um clima perfeito de anos 40.




As roupas também são bem legais, principalmente dos homens, mas o que mais gostei mesmo foram os cabelos. Alan usa o cabelo de lado como o verdadeiro usava, mas às vezes um pouco bagunçado. Joan também usa o cabelo um pouco desarrumado mas com aquelas ondas super marcadas da época. Lindos demais!



Poderia escrever mais milhares de caracteres aqui porque realmente gostei do filme e me emocionei com a história. Uma época muito decisiva e importante para a história mundial. Espero que ganhem alguns prêmios porque merecem muito.

Bye, oldies!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

O filme Selma e toda minha revolta sobre o assunto

Fiz esse post para o Portal Be Style e vou contar minhas impressões e sentimentos de angústia sobre o filme:

A emocionante história da Marcha de Selma que tem chamado atenção em Hollywood


Trata-se da história das Marchas de Selma até Montgomery em 1965 liderada por Martin Luther King Jr., o grande ícone da luta pelos direitos civis. O movimento tem uma enorme importância histórica por terem conquistado o direito ao voto dos negros nos Estados Unidos.



O filme traz principalmente as dificuldades enfrentadas por King e pela SCLC (Liderança Cristã Sulista) ao reivindicar o direito ao voto dos negros. As negociações com o governador e presidente eram muito difíceis e sempre acabavam em violência.
A violência no filme me trouxe o mesmo sentimento de injustiça de quando vejo policiais agredirem sem motivo manisfestantes em qualquer situação. Aquela angústia de não entender como não enxergam que aquilo está errado. São cenas muito marcantes e bem produzidas, principalmente a explosão bem no início do filme que quase me fez chorar de desespero.



Já nos outros momentos do filme, a atuação dos atores me pareceu mais fraca. Falta tensão emocional nas falas e algumas pausas parecem longas demais dando uma impressão de artificialidade.
Ainda assim, um diálogo que me marcou muito foi o de King na prisão falando sobre a desigualdade e como ele estava cansado de tanta injustiça. Ele diz que estava cansado de lutar para os negros poderem frequentar os mesmos restaurantes que os brancos e os negros não terem dinheiro para comer o mesmo sanduíche que os brancos, e assim por diante. É triste pensar que mesmo depois de tantos anos, a sociedade ainda não superou isso. Mesmo depois de tantas conquistas o preconceito existe e a desigualdade continua. Os negros ainda ganham menos que os brancos e ainda tem gente que considera isso normal.
E é esse tipo de reflexão que faz o filme valer a pena. O que me deixa mais feliz é ver o filme chamando atenção principalmente nas premiações desse ano. Mesmo com seus defeitos e erros históricos, como alguns dizem, é extremamente importante a dimensão que esse filme tomou e o apoio que tem tido de organizações que muitas vezes já tiveram posições preconceituosas.
Acho super interessante a participação de Oprah Winfrey, uma das mulheres mais poderosas do mundo, fazendo papel de uma negra que nem ao menos podia votar. Isso nos faz pensar que a mudança é possível sim e torna o trabalho dela admirável.



É um filme que com certeza todos devem assistir para se emocionar com a história e ter vontade de apoiar as causas que Martin Luther King Jr. apoiava. Não é à toa que tem um dia dedicado a ele nos Estados Unidos, a terceira segunda-feira do mês de janeiro que aconteceu semana passada.
No Oscar, Selma está concorrendo como Melhor Filme e Melhor Canção.
No Globo de Ouro o filme levou o prêmio de Melhor Canção Original. Na premiação os atores estavam muito emocionados com o reconhecimento do filme.
Data de lançamento: 5 de fevereiro de 2015 
Duração: 127 minutos
Mudando um pouco de assunto, vamos falar sobre os figurinos e cenários. As cores são neutras para acompanhar a história, mas confesso que esperava um pouco mais das roupas. A caracterização é ótima, principalmente os cabelos. Os acessórios complementam os figurinos e os objetos de cena, os cenários. Só esperava umas roupas mais elaboradas, principalmente das mulheres. Enfim, os objetos de cena da época chamaram muito mais atenção.

Bye, oldies!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Minha Coleção - Trip 35


Já falei por aqui que sou apaixonada por fotografia analógica, então vou mostrar pra vocês as câmeras da minha mini coleção.
A primeira que vou mostrar será a Olympus trip 35.
É uma câmera compacta que foi fabricada de 1967 a 1984. Ela foi muito popular nos anos 70 por ser pequena, de boa qualidade e não ter um custo muito alto. A maior vantagem dela foram as fotocélulas que formam o fotômetro de selênio.





Por que eu <3 ?
- ela é pequena
- ela é fofa
- ela é resistente
- ela surpreende às vezes. Muitas vezes já aconteceu de entrar luz, uma foto ficar por cima da outra, o foco sair muito errado e normalmente eu gosto. Se você quer uma foto muito precisa, ela não é pra isso.



Quando ela me decepciona?
- Como eu falei, ela surpreende e algumas vezes a surpresa não vai ser boa.
- Não dá pra controlar muito. São poucas opções de foco e o shutter é automático.
- Não é reflex, então muitas vezes o quadro e o foco não vai ser exatamente o que você queria.

Todas as fotos que coloquei no post foram tiradas com a trip 35 e essa aqui é a minha (reparem no meu chaveiro lindo de Woody):



Ela é uma câmera ótima pra ter sempre na bolsa, apesar de ser um pouco pesada, mas a qualidade das fotos costuma ser superior à das famosas lomos (que eu também adoro).

Ainda pretendo fazer um vídeo sobre ela, mas talvez pra semana que vem.

Bye, Oldies!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Os Caminhos da Floresta - Cuidado com o que deseja

Esse post eu fiz originalmente para o portal Be Style e como o filme trata de contos de fadas, podemos falar dele por aqui.
O link original é este aqui

Com humor ácido e final surpreendente, Caminhos da Floresta é para todos os públicos

Do diretor de musicais como Chicago e Nine e produzido pela Disney, Caminhos da Floresta é uma adaptação do musical homônimo da Broadway.
O filme é uma grande mistura de histórias clássicas como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel e João e o Pé de Feijão. Interligando essas histórias está o casal que não consegue ter filhos e a bruxa que pode desfazer o feitiço.


A história se apresenta divertidíssima até certo ponto com nuances de um humor ácido que se leva um certo tempo para acostumar.
A trama principal do casal sem filhos não é apresentada logo no ínicio, então demoramos para identificá-la, deixando uma impressão de que as outras histórias não são bem desenvolvidas.
Depois do “felizes para sempre”, o roteiro me surpreendeu muito levando a história para um lado mais realista de toda aquela confusão do feitiço. Acontecem coisas atípicas de contos de fadas e os personagens que ficaram sozinhos se unem formando uma nova família, muito comum nos dias atuais. O final tem um tom reflexivo focando muito na frase "Cuidado com os desejos que você faz", fazendo um contraponto com a música inicial em que todos dizem o que desejam.
As canções fluem com naturalidade sempre acrescentando argumento à história, mas não há nenhuma que você vai querer baixar para escutar todos os dias. São músicas bem repetitivas típicas de musicais.
A floresta, muito bem construída esteticamente, é quase um personagem no filme, pois é onde todos se encontram e é o lugar mágico onde tudo acontece.


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O destaque vai para a interpretação de Meryl Streep que, na minha opinião, se torna mais fraca do meio para o final final do filme. A atriz está indicada para o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. A aparição de Johnny Depp como o lobo mau também é muito marcante, mas muito rápida.



Uma cena que também merece atenção é o duelo dos príncipes que se comportam com rockstars medievais.


O filme pode ser considerado para todos os públicos e não apenas para os amantes de musicais e o público infantil. Tem cenas que arrancam boas risadas e um final para refletir sobre o clássico felizes para sempre.

No Oscar, o filme também está concorrendo Melhor Design de Produção e Melhor Figurino.

Diretor: Rob Marshall
Produtores: Rob Marshall, John DeLuca, Marc Platt, Callum McDougall
Roteiro de: James Lapine
Baseado na peça musical de: Stephen Sondheim e James Lapine
Estreia: 29 de janeiro de 2015.

Além de tudo isso que escrevi para o Be Style, vale comentar os figurinos (que está concorrendo ao Oscar) e cenários.



Não tem como não se apaixonar por esses vestidos e penteados de princesa medievais. Um pouco estranho a Cinderela não ser loira de vestido azul e sapatinho de cristal, mas mesmo assim o figurino é lindo. Até mesmo as roupas do padeiro, sua esposa e de João, que são personagens mais pobres, são maravilhosos e cheios de detalhes. Super merecida a indicação.
E os príncipes que são quase rockstars dos anos 80 com esses cortes de cabelo e essas jaquetas. Com certeza vai rolar muita fantasia de halloween imitando esses figurinos.








Outro figurino que eu também adorei foi o da Chapeuzinho Vermelho. Um look um pouco diferente do que conhecemos com a capa vermelha repaginada e o vestido azul.

Mas definitivamente o preferido é o da bruxa quando vira diva!
Meryl Streep com esse cabelo azul lindo e esse vestido arrasador. Não tem como não gostar.



O filme estreou está em cartaz e super vale a pena assistir no cinema pelos efeitos e pelo som.
Então, cuidado com o que deseja!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Grande Hotel Budapeste e o tanto que gosto de Wes Anderson

O filme conta as aventuras de Gustave H, um lendário concierge do famoso hotel Budapeste, no período entre as duas guerras mundiais. 
Gustave herda um valioso quadro da Madame D., antiga hóspede do hotel, o que desagrada os filhos da Madame.
A trama mostra as confusões causadas por Gustave e Zero Moustafa, o Lobby Boy, por esconderem o quadro.
O que mais me surpreendeu nesse filme foi a violência satirizada. Coisas absurdas acontecem, como de costume nos filmes do diretor, mas neste há o elemento violência bem mais presente, o que dá um tom bem mais satírico ao filme. Confesso que no começo do filme fiquei um pouco horrorizada, mas logo comecei a rir.



Vamos ao que tem de vintage no filme!
Eu particularmente adoro os filmes do Wes Anderson principalmente pela estética vintage mas muito particular do diretor.
Os cenários e figurinos são muito bem elaborados e representam bem a estética da época com o a identidade visual inconfundível de Wes Anderson. 
É um diretor que eu admiro muito por fazer a relação perfeita entre a história, estética e interpretação dos atores.
Mesmo em um filme super marcado pela década de 30, o filme possui um estética única.
Eu estudei cinema e a estética é algo que eu valorizo demais em um filme. Para mim, você tem que olhar um frame e poder identificar a qual filme ele pertence. E na minha opinião, Anderson é o diretor da atualidade que tem a identidade visual mais forte e bem desenvolvida.
Sua identidade se dá pelas presença de muitas cores, variando entre tons mais saturados e tons pastéis; seus famosos quadros simétricos; e claro, os maravilhosos figurinos de época.



O que mais gosto de O Grande Hotel Budapeste é definitivamente a estética do universo de Agatha, a menina dos doces da Mendl's. Os tons pastéis de rosa e azul são lindos e suas roupas e cabelo perfeitos para a personagem. A parte externa do hotel também tem os mesmos tons de azul e rosa, dando uma aparência delicada à fachada, muito diferente do interior que carrega tons de vermelho (o que claramente tem a ver com o tanto de sangue que rola no filme).




Enfim, recomendo a todos assistir toda a filmografia de Wes Anderson porque as histórias são divertidíssimas e sempre com essa estética maravilhosa e impecável.
Quando o descobri, cheguei a assistir todos os filmes dele em duas semanas de tão maravilhada que fiquei. 



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Fotografia: Dupla exposição

Eu sou apaixonada por fotografia analógica (ainda vou falar muito disso por aqui) e ano passado escrevi esse post para o Lomogracinha, um blog maravilhoso e super fofo sobre fotografia.

O que é dupla exposição?
É aquela mágica de bater duas fotos no mesmo fotograma (na mesma parte da película). A maioria das lomos fazem isso (e mesmo quando não fazem, dá pra dar um jeito) e normalmente é só bater duas vezes sem rodar o filme.
Quando descobri a dupla exposição, logo pensei “Nossa! Dá pra fazer várias coisas incríveis!”. E dá mesmo! Só não podemos esquecer que como o filme vai ser exposto duas vezes, vai entrar o dobro de luz do que o normal. Uma dica: quanto mais baixo for o iso do seu filme, melhor para sua dupla exposição. Então aí estão algumas coisas que “não deram certo” (claro que tudo depende do efeito que você quer):

Esqueci de rodar o filme e ficou muita informação na mesma foto
As duas fotos tinham céu, então ficou quase tudo branco

Pra fazer uma dupla exposição de sucesso temos que pensar sempre no seguinte: fotografar coisas escuras é “quase” a mesma coisa de não expor o filme. Então, pra segunda foto, a parte que não foi exposta (ou foi exposta com um objeto escuro) é como se fosse uma tela em branco. É lá que você deve tentar colocar as informações da segunda foto. E o contrário também é verdade: se a segunda foto for por cima de partes muito expostas (coisas brancas), a foto quase não vai aparecer. Algumas dicas de efeitos incríveis que você pode fazer com múltiplas exposições:

O mesmo objeto no mesmo ângulo mas em distâncias diferentes

A mesma foto tirada com a câmera normal e depois de cabeça para baixo (Foto: hodachrome)
A mesma foto tirada com a câmera normal e depois de cabeça para baixo

Duas fotos quase iguais dando a impressão de movimento (Foto: Willian Santiago)

Essa foi a dupla exposição mais sortuda da minha vida (olha o fusca no farol do fusca!)

Colocando o Rio Sena na silhueta da Torre Eiffel

Silhuetas com texturas (Foto: Bruno Massao)

Você também pode bater um filme inteiro só com silhuetas, por exemplo, e depois bater texturas (flores, nuvens, chão, etc) por cima. Uma alternativa para câmeras que não fazem dupla exposição.
É possível criar várias imagens com essa técnica experimentando vários filmes, câmeras, flashes, basta lembrar algumas regrinhas básicas de iso, exposições mais escuras primeiro e se divertir!

Para ver a publicação original clique aqui.